Saturday, March 10, 2007


QUILHAR - Voltando ao vocabulário português e, baseando-me como sempre no Grande Dicionário da Língua Portuguesa de 1981, vou-me agora debruçar sobre uma palavra que, conforme a geografia do país tem significados ou sentidos bem diferentes. E é isso mesmo que eu constato no referido dicionário, pois existem quatro significados para quilhar que passo a compartilhar: 1. v. tr. Pôr ou assentar quilha em navio. 2. v. intr. Gír. Ter coito.// v. tr. Gír. Ter cópula carnal com. 3. v. tr. gír. Tramar alguém, pregar peça ou partida a alguém, lograr.//nv. r. Tramar-se, ficar logrado. 4. s. m. Prego de pregar as cavernas do navio. Como podemos ver é uma palavra de grande abrangência e cada um pode tomar do que quiser... A imagem que junto julgo que terá alguma coisa a ver com a ssunto!

Sunday, March 04, 2007


RABO: s.m. (do latim rapu-). Prolongamento da coluna vertebral dos quadrúpedes; cauda.// Grupo de penas no uropígio das aves.// Nos peixes, répteis, insectos e também em certos crustáceos, a extremidade do corpo que está oposta à cabeça.// O cabo do enxalavar.// A parte saliente por que se pega em qualquer utensílio ou instrumento; cabo.// Pleb. As nádegas. A palavra uropígio intriga-me, por isso vou-me tentar informar e surge-me: O UROPÍGIO: s.m. Apêndice triangular formado pela reunião das últimas vértebras e músculos correspondentes das aves e do qual saem as penas da cauda; sobrecu, sobre. . ou Glândula responsável pela produção de substância oleosa para impermeabilizar e dar elasticidade para as penas. Como não consigo encontrar uma imagem de um uropígio e gosto sempre de ilustrar os meus posts e como para os brasileiros uropígio pode ser curanchim, sobrecu ou mesmo BUMBUM: s.m. Som ou estrondo confuso e repetido. // som de zabumba.// informal, hipocorístico de bunda, diz-se de traseiro pequeno ou jovem. Acho que fica mesmo um bumbum. Até logo.

Após alguns tempos de recolhimento, volto a compartilhar algumas noções de português; e surgiu-me esta ideia estando eu a ver os campeonatos da europa de pista coberta de atletismo ali apareciam alguns atletas cuja raça era difícil de avaliar e veio-me à memória o termo MISCIGENAÇÃO: Procriação de indivíduos de raça mista, especialmente provindos do cruzamento de brancos e negros, mas não só, como se pode ver à saciedade na imagem que se junta.

Friday, January 12, 2007


Voltamos às aulas sobre algum do vocabulário português mais utilizado em situações de stress ou não tanto utilizado mas muito bem o poderia ser nessas mesmas situações. Surge-nos hoje então a palavra FLUXÃO: Afluxo de um líquido orgânico e particularmente do sangue ao ponto em que o chama qualquer causa de irritação. Temos também, numa versão mais moderna, o PONTO DE FLUXÃO: Temperatura mais baixa à qual um fluido ainda flúi quando arrefecido em determinadas condições. É um indicador da capacidade que um lubrificante ou um combustível petrolífero possuem de fluir a baixas temperaturas de operação. Ora, julgo que vale ainda a pena referir o FLUXÓMETRO: Aparelho para medir a velocidade de escoamento de líquidos (ver imagem). Espécie de galvanómetro para medir os fluxos magnéticos.Devemos todos meditar sobre estes termos!


PAISICAICO - O perfil


Divindade indígena
das Corgas Roçadas,
preces lusitanas
em pedras rasgadas.

Rasgadas por crentes,
feitos de temores,
que as almas libertam
bramindo clamores!

Traços, que o passado
devolve ao presente;
panteão castrejo
na terra fulgente!

Porto, 98/01/02

Sunday, January 07, 2007


O VINHO - Mito I (Ambliopia tóxica provocada pelo vinho) "O Dr. Lacat oftalmologista relata que a ambliopia tóxica tantas vezes encontrada na clínica resulta do vinho falsificado e não do uso do bom vinho natural. Acha disso a prova em serem os casos provenientes de pessoas que frequentam tabernas de categoria inferior, onde mais se pratica o vício de falsificar. Os raros burgueses que lhe apareceram atacados desse mal veio a saber que também entravam ou se abasteciam em fornecedores de bebida daquela ordem. Nos consumidores de bom vinhonunca encontrou aquela desagradável perturbação." J A Loureiro 1936 (continua)

O VINHO - Propriedades e Aplicações III (Diabetes) "Nesta doença que obriga a tão vasta exclusão de alimentos, o vinho apresenta vantagens que o recomendam, a ponto de ser lícito condensar o modo de utilizá-lo em fórmula sintética assim enunciada: o vinho é o pão dos diabéticos. Não é novo este modo de ver. Já em 1852 Bouchardat escrevia que "o vinho prepondera no regime da glicossuria e convenço-me de que prestei aos enfermos dêsse mal tamanho serviço suprimindo-lhes os feculentos, como substituindo-os pelo uso de bebidas alcoólicas". Sem dúvida que os conceitos patogénicos de Bouchardat não resistiram por completo à acção do tempo. Por isso não é ao vinho mas às gorduras que hoje vamos buscar a equivalência dos hidratos de carbone. A mudança não impede de manter no terreno prático o essencial da opinião daquele autor. Loeper escreve que "ninguém hoje contradiz o parecer de Bouchardat quando recomenda o vinho em dose regular como bom alimento para os diabéticos". Do mesmo modo se exprime During, de Hamburgo, muito seguido na Alemanha, em questões de diabetes; recomenda o vinho tinto em dose moderada. Outrotanto faz Benedict. E Labbé recomenda dar-se alcool sob a forma de vinho, ou aguardente. As vantagens do vinho nesta doença resultam da necessidade de constituir um regime de valor calórico elevado, sem recorrer aos hidratos de carbono e moderando o emprego das proteínas que não devem aplicar-se descricionariamente. Tais restrições não podem contrabalançar-se apenas com gorduras; seria imprudente abusar de substâncias dessa ordem. Só o vinho satisfaz este programa porque supre qualquer exigência metabólica sem agravar os desvios matabólicos fundamentais que constituem a base da doença. Vê-se pois que o vinho tem aplicação na diabetes em todas as oportunidades." J A Loureiro 1936 (continua)

Saturday, December 09, 2006


O VINHO - Propriedades e Aplicações II (Profilaxia do alcoolismo pelo vinho)
"Reconheceremos que não pode evitar-se, porque não existe força capaz de contrariar a exigência imperiosa dos sentidos, o uso de um elemento qualquer de excitação que ponha a vida a vibrar. É isso que se procura no ópio, peitol, coca, éter, álcool, sem atender ao dano consequente; é o que no vinho natural, não composto, se encontra inocente, salutar, único em termos de acatar a fisiologia, a higiene e outras forças chamadas à pendência. Talvez por os antigos se terem apercebido da maravilha complexa que manejavam, a consideraram um dom dos deuses. Os contemporâneos, guiados pela ciência, depois de demoradamente a analisarem, reconheceram-na como o produto mais perfeito para ajudar o homem a viver bem, por muito tempo. Conclusão: É permitido admitir na natureza do homem um estado de avidez, ou fome de excitante que os alcalóides e outras substâncias perigosas, muitas vezes são chamadas a saciar. O vinho possui o meio salutar de suprir aquelas faltas sem afectar a saúde e de combater a propagação do vício e doenças resultantes do uso dos tóxicos." J A Loureiro 1936 (continua)

Wednesday, November 22, 2006


BILHARDA
Voltando ao vocabulário português e baseado mais uma vez no Grande Dicionário da Língua Portuguesa de 1981, a palavra de hoje é bilharda, substantivo feminino: "Um pau adelgaçado por ambos os lados, com que os rapazes jogam fazendo-o saltar por meio de uma pancada com outro pau mais comprido, de modo que não caia na roda ou círculo que traçam no chão. O pau menor que entra nesse jogo. O mesmo que pénis". É curioso como é que tantas coisas vão dar ao pénis, mas esta da bilharda não lembra a ninguém e quanto ao jogo, enfim ... Curioso é que BILHARDEIRO é o vadio que joga à bilharda enquanto que BILHARDEIRA é mulher de levar e trazer e BILHARDONA é apenas mulher vadia, vá-se lá saber porquê!

Sunday, November 19, 2006


O VINHO - Propriedades e Aplicações
Após cerca de um mês de afastamento sabático do paisicaico, jalles regressa às lides para continuar concerteza com notas sobre o vacabulário português, mas iniciando também alguns comentários sobre o vinho. "O consumo de bebidas fermentadas e doutros produtos excitantes é comum, sob todas as latitudes, a todos os homens, qualquer que seja o seu grau de civilização. O problema levantado pela existência e a generalidade dessa prática não podia deixar de solicitar a atenção dos fisiologistas, dos médicos e dos higienistas. dentre as opiniões expostas destacam-se duas tendências principais: Uns condenam categoricamente o uso de todos os princípios capazes de produzir embriaguês, em nome dum certo conceito de normalidade fisiológica, diante do qual a perturbação do equilíbrio nervosso próprio da ebriedade significa um estado constantemente mórbido. Outros são mais indulgentes para esses produtos porque possuem propriedades terapêuticas, porque quási todos são capazes de diminuir as sensações penosas dependentes do cansaço ou da doeença e porque finalmente a tradição imemorial parece mostrar que se trata de uma necessidade natural do homem" J A Loureiro 1936 (continua)

Wednesday, October 18, 2006


Na continuação das aulas sobre algum do vocabulário português mais utilizado em situações de stress seja ele positivo ou negativo, vamos agora analisar a palavra: PORRA: (do latim. porru) Nome antigo de uma clava, espécie de pau curto, com cabeça, ou peça semelhante de ferro; cacete; barra.Modernamente, porra é plebeísmo obsceno, o m. q. pénis, e usado, em geral em forma de exclamação por: irra!, arre!, etc.Não sabemos o que terá transformado uma simples clava num plebeísmo obsceno ou até num pénis. Para isso junto uma imagem para meditarmos. A propósito, como já terão visto é melhor não se meterem com o carago...

Depois de algumas deambulações em França e na Alemanha, voltamos ao nosso pequeno rincão, cá na ponta ocidental da Europa, para uma pequena aula de vocabulário lusitano. E a primeira aula é sobre uma palavra nortenha, muito vilipendiada pelos mouros e como veremos já a seguir, sem qualquer razão. Ora bem, segundo o conceituado " Grande Dicionário da Língua Portuguesa", com a coordenação de José Pedro Machado, de 1981: CARAGO - Grande peixe seláceo da fauna marítima portuguesa, pertencente à família Lamnidae. Afinal não é nada do que estavam a pensar... Fica uma imagem do dito CARAGO.

Tuesday, October 10, 2006


FOUR DAYS IN THE "MERDE" III
Pode parecer um exagero dar tanta importância à minha passagem pelo pugatório, mas há algumas coisas didácticas nesta tormenta, que gostaria de compartilhar com quem tiver a gentileza de me estar a ler. Ora, uma coisa que eu me interrogava desde a minha chegada era porque é que as pessoas cheiram tão mal nesta terra. Seria por não se lavarem? Seria por usarem sempre a mesma roupa? Ou talvez pelo excesso de pêlos nas mulheres; ao terceiro dia, fez-se luz na cidade homónima (para os franceses, claro)o local mais frequentado da cidade, a julgar pelas kilométricas filas de espera era aquele que vemos na imagem. Ainda bem que o cheiro ficou lá...

FOUR DAYS IN THE "MERDE" II
A minha dolorosa experiência de quatro dias, qual purgatório antecipado teve também alguns, embora poucos, pontos altos. Um deles foi na minha visita ao Louvre, verificar que a majestosa Vitória de Samotrácia que os franceses colocam em grande destaque, talvez pensando ou querendo fazer os incautos pensar que ela afinal não foi roubada às águas do mar Egeu; mais grave do que isso, cortaram-lhe a cabeça, talvez para a trazer no barco do saque, mas com uma das mãos que também aparece exposta no mesmo museu esta indica aos ditos piratas o seu caminho: allez au ... (a figura diz tudo).

Monday, October 09, 2006


FOUR DAYS IN THE "MERDE"
É verdade, hoje deixo o meu alemão de lado, a língua dos visigodos eoutros "bárbaros" e vou falar da minha dolorosa experiência na terra dos verdadeiros bárbaros e defensores da europa, com letra pequena, claro. Só tive pena de não ter prestado a minha homenagem a Ignace Broche, genial artista e cientista da rive gauche parisiense do século XVIII.Para todos fica a minha primeira imagem da cidade, capital de França, onde vi poucos franceses, diga-se de passagem.

Friday, September 29, 2006


TRINK-VÁSSER
Continuamos na Alemanha, na terra da água de colónia, mas também na terra da cerveja ou se quiserem da Bier, mas convenhamos, a cerveja lusitana é bem melhor que a Kolsch; imaginem que até eu tive saudades de uma Sagres (como é que isto é possível!!!). Quando forem à Alemanha, bebam cerveja(pois toda a gente bebe Bier), mas não peçam Kolsch(de que junto um exemplo para vossa ajuda).Além de ser uma scheiBe, o único efeito que tem é pinkel.

Auz-chlisslich fiur bevôner

ÜBERTREIBUNG

Quando se fala com paisicaico deve-se pedir com moderação, ou digamos, sem exageros, se não pode dar nisto. Dá que pensar; a propósito, esta senhora petrificada é minha contemporânea.

vasz fiur ain gliuc ou vasz fiur ain péch

KÖLNISCH WASSER:
A água de colónia existe mesmo e até cheira bem. Desenganem-se aqueles que acham que a água de colónia cheira a lavanda ou a super pop limão. Cheira bem e recomenda-se e já agora aqui vai um pouco de história para vosso cultivo.

In das Geschäft trat 1714 sein Bruder Johann Maria Farina, der Parfumeur ein. Seine Mitgift war seine "Nase".
Bevor wir in der Historie der FARINA EAU DE COLOGNE weitergehen, eine kleine Einführung in die Welt der Gerüche, wie wir Duft, Geruch aufnehmen.

Geruch ist objektiv, Duft ist subjektiv.
Ob wir etwas als Duft empfinden oder Gestank hängt mit unserer Entwicklung seit der Geburt zusammen. Der Säugling kann nicht unterscheiden zwischen guten oder schlechten Gerüchen. Erst im Laufe seines Lebens lernt er zu differenzieren.

Geruch wird das Ordnungssystem – (vergleiche Brot und Benzingeruch) - Duft die Grundlage seines Wohlbefindens.
Duft ist immer eine soziale Einordnung - Duft ist Urbedürfnis des Menschen - sich mit duftenden Ölen, Wachsen und Harzen zu umgeben - sich der Umwelt angenehm zu machen, ein Traum der Menschen.
(Prof.T.Farina: Duft ein Urbedürfnis des Menschen, CIDESCO World Congress,1990 Amsterdam)

Die Geschichte der EAU DE COLOGNE handelt davon.

Und hier nochmals allgemeine Historie über den Gebrauch von Essenzen, Spezereien und Wässern um 1700. Gehen wir heute auf einem marokkanischen oder ägyptischen Markt zum Parfumhändler, so haben wir ungefähr – mit Ausnahme des Klimas – die Situation des Marktes in Deutschland um 1700. Jeder Händler hatte seine Kompositionen unter den vielen Sammelbegriffen wie Ungarisch Wasser, Eau imperiale, Engelswasser und Aqua mirabilis, dessen Hersteller unbekannt ist
. Ver mais em:



Wann, wie Sie zu belästigen

Paisicaico esteve na Alemanha, em Köln e trouxe uma imagem à sua medida, à medida de Paisicaico. Apreciem

Wednesday, September 27, 2006


Berühmtheit: Compreendo a vossa dificuldade em entender este intróito no Paisicaico, mas um qualquer dicionário de alemão concerteza vai ajudar os que ainda me conseguem estar a ler. Pois é, Paisicaico é uma Berühmtheit lusitana de antanho, uma Gottheit, que alguns estudos na Torre do Tombo, que me fizeram crescer as sobrancelhas, levaram à conclusão tratar-se de uma Gottheit da Rute ou se quiserem, da Gerte; por isso, para todos os que admiram ou anseiam as graças de Paisicaico, para todos vós é este blog.